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Regulamentação da Inteligência Artificial na Suíça – Uma Análise Profunda

A Inteligência Artificial (IA) permeou diversos aspectos da vida cotidiana, desde as redes sociais até os medicamentos. No entanto, a questão da regulamentação da IA é complexa e ainda está em desenvolvimento em muitos países, incluindo a Suíça.

1. A IA e a Necessidade de Regulamentação

A IA, embora seja uma ferramenta poderosa, não está livre de riscos. Recentemente, líderes da indústria alertaram para os perigos da IA em uma carta aberta, afirmando que a redução dos riscos deve ser uma ‘prioridade global’.

Essa preocupação se estende aos direitos humanos, o estado de direito e a democracia. Angela Muller, diretora da AlgorithmWatch CH, uma organização civil que observa criticamente os desenvolvimentos da IA, afirma que as consequências negativas da IA já podem ser vistas, citando um caso de discriminação racial causada por um algoritmo na Holanda.

2. O Papel do Departamento Federal de Comunicações da Suíça

Thomas Schneider, vice-diretor do Departamento Federal de Comunicações (Bakom, na sigla em alemão), concorda com a urgência de regulamentar a IA. Schneider defende que ‘os dados são o novo combustível e os sistemas de IA são os novos motores’, e que é essencial encontrar soluções para esses desafios.

Schneider, também chefe do Comitê de Inteligência Artificial (CAI) do Conselho da Europa, argumenta que a escolha é entre uma solução funcional e uma solução rápida, razão pela qual a Suíça tem adotado uma postura cautelosa nesta questão.

3. Regulamentações de IA na União Europeia

Até agora, nenhum país da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) implementou uma regulamentação específica para a IA. No entanto, a União Europeia (UE) está mais avançada neste aspecto.

Em junho, o Parlamento Europeu concordou com um primeiro esboço da chamada Lei de AI (AI-Act). Esta proposta visa proibir aplicações de alto risco, como o reconhecimento facial em tempo real, e brinquedos infantis com assistentes de voz que poderiam incentivar comportamentos de risco nas crianças.

4. O Conselho da Europa e a IA

O Conselho da Europa também se sentiu compelido a desenvolver um instrumento jurídico próprio para a IA, enquanto guardião dos direitos humanos. Muller ressalta que a Convenção do Conselho da Europa complementa o regulamento da UE, pois eles adotam abordagens diferentes.

5. A Necessidade de Leis Específicas para a IA

Schneider compara a IA com motores, que estão sujeitos a leis e regulamentos muito específicos, dependendo de sua aplicação. Por isso, é necessário uma série de barreiras de proteção, já que as implicações de um sistema de IA podem variar significativamente dependendo de sua aplicação.

6. O Papel das Leis Existentes na Regulamentação da IA

Schneider enfatiza que a questão é o que não pode ser regulado pelas leis existentes. Muller concorda, acrescentando que já existem leis em vigor, começando pela Constituição e pela proteção dos direitos fundamentais.

7. A Posição da Suíça

A Suíça, enquanto país não pertencente à UE, está atualmente discutindo a regulamentação da IA. Schneider afirma que a Suíça está aguardando e analisando várias opções, em uma postura semelhante a de outros países.

8. A Perspectiva da UE e a ‘Colcha de Retalhos’ na Europa

A UE está tentando evitar uma ‘colcha de retalhos’ em termos de regulamentação da IA em seu território. As regras estabelecidas pela UE também se aplicariam a empresas localizadas fora dela, sempre que quisessem oferecer seus produtos dentro da UE.

9. A Questão da Responsabilidade

A questão da responsabilidade é central na discussão sobre a regulamentação da IA. Muller salienta que a responsabilidade deve sempre recair sobre as pessoas que desenvolvem ou usam sistemas de IA.

10. O Swiss Internet Governance Forum

As discussões sobre a IA e sua regulamentação fazem parte do Swiss Internet Governance Forum, um evento anual que debate os temas digitais mais importantes na Suíça. Duas das diretrizes adotadas no evento foram a necessidade de abordar legalmente as aplicações de IA que reproduzem a discriminação e a importância de construir sobre a Convenção sobre a IA do Conselho da Europa.

Conclusão

A regulamentação da IA é uma questão complexa e urgente. Embora a Suíça esteja atualmente adotando uma postura de espera, é evidente que o país reconhece a importância de regulamentar a IA e está ativamente considerando suas opções. Como a IA continua a desempenhar um papel cada vez mais importante em muitos aspectos da sociedade, a necessidade de regulamentação adequada e eficaz só se tornará mais urgente.

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