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Linx muda para atender a nova demanda

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Ollyy/ Shutterstock

Quando se fala em tecnologia no varejo, o que havia de mais inovador nas décadas de 80 e 90 se resumiam ao ERP e o POS. Passados 30 anos, as necessidades do varejo passaram a ser outras e as empresas de soluções tiveram de acompanhar essas mudanças. A Linx é uma delas.

A companhia ampliou o portfólio de acordo com as novas demandas e oferece de softwares que vão do tradicional ERP/POS a soluções de CRM, de e-commerce, de mobilidade, de computação em nuvem e de Big Data. ?Procuramos também fazer um amplo trabalho no sentido de melhorar o nosso nível de atendimento a clientes, com a criação de diretorias corporativas e definição de SLAs de atendimento?, disse Alberto Menache, diretor-presidente da Linx. Nesta entrevista, o executivo fala sobre as mudanças da empresa, comemora os 30 anos e projeta o futuro. 

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NOVAREJO – A empresa completa 30 anos e passou tanto por momentos de “boom” do mercado, como momentos de queda de demanda. Como a companhia avalia essas três décadas de história, tendo em vista esses diferentes momentos econômicos?
Alberto Menache – A Linx passou por diversas transformações nestes últimos 30 anos. Ela nasceu numa época em que não havia mercado de capitais e tampouco acesso a investidores para empresas de tecnologia no Brasil. Isto fez com que a companhia se disciplinasse em buscar um modelo de negócio sustentável e rentável, através de receitas recorrentes e clientes fiéis. Se no início a empresa crescia pautada na venda de software ERP e POS para o setor de vestuário, a partir de 2008 foi iniciado um processo de expansão por meio de aquisições que ampliou os segmentos de atuação no varejo, nossas tecnologias e geografias. A experiência da Linx na aquisição de várias empresas em agregar diferentes pessoas e culturas adicionou valor à companhia e vem sendo o segredo de nossa ascensão. Hoje, a companhia possui 35,5% de market share em seu mercado, de acordo com o IDC, mais de 38 mil clientes e mais de 2.800 colaboradores.

Ao longo dos anos, a empresa se reposicionou. Quais foram as principais mudanças?
Em sua história, a Linx lançou soluções pioneiras e inovadoras em software para o varejo, como a introdução de soluções conjuntas de gestão corporativa (ERP) e de gestão de loja (POS) na década de 90, seguida mais tarde pela integração destes softwares para pagamento eletrônico e conectividade do ponto de venda. Hoje, a companhia está sempre atenta as necessidades de seus milhares de clientes que são atendidos com softwares que vão do tradicional ERP/POS a soluções de CRM, de e-commerce, de mobilidade, de computação em nuvem e de Big Data.

Procuramos também fazer um amplo trabalho no sentido de melhorar o nosso nível de atendimento a clientes, com a criação de diretorias corporativas e definição de SLAs de atendimento. Do lado da governança, muito mudou ao longo dos anos, com a entrada de sócios externos representados por fundos de investimento e BNDESPAR, além da criação de um Conselho de Administração, que culminou na abertura de capital e no desenvolvimento de estrutura para comportar toda esta evolução.

Agora, a empresa passa por uma nova fase. Qual é o posicionamento e os pilares da empresa?
Estamos lançando nossa nova marca corporativa, com o slogan ?Software que move o varejo?. Queremos desta forma reforçar nossa capacidade de alavancar os negócios de nossos clientes varejistas. Fizemos um diagnóstico amplo para o reposicionamento da marca e definimos os quatro principais atributos que traduzem nossa filosofia que são ?Especialista em varejo?; ?Parceiro Tecnológico?, ?Desembaraça a Vida? e ?Acolhe Identidades?. 

Por que a empresa decidiu mudar mais uma vez?
A Linx evoluiu profundamente nos últimos anos e, por essa razão, decidimos reformular nossa marca, de forma que traduzisse melhor nossa especialização, proximidade e capacidade de alavancar os negócios de nossos clientes varejistas, mantendo ao mesmo tempo sua característica contemporânea e moderna.

Como essas mudanças se refletiram no portfólio da empresa?
A nova marca traduz este novo momento da nossa trajetória que aponta para o futuro e para nossa capacidade de oferecer aos nossos clientes um conjunto de soluções de tecnologia de ponta em softwares de gestão.

A companhia também tem passado por uma série de aquisições. Quais são os objetivos dessas transações?
A empresa continua com a estratégia de aquisições, analisando e se interessando por empresas que tenham um modelo de negócios robusto com alinhamento estratégico semelhante ao da Linx. Desde 2008, já foram realizadas 21 aquisições bem-sucedidas pela companhia. Nossa estratégia de aquisições inclui três pilares: busca de novas verticais ou reforço das verticais que já atuamos; expansão geográfica e aquisição de novas tecnologias que complementem o portfólio da Linx. As duas últimas aquisições em particular reforçaram a nossa presença no e-commerce, uma vez que Neemu e Chaordic são empresas líderes neste segmento.

Sabemos que o varejo, na média, investe menos de 1% em tecnologia. Na avaliação da empresa, por que isso acontece?
O Brasil é hoje um país com baixa adoção de tecnologia, sendo que os gastos com software representam apenas 0,2% do PIB, enquanto nos EUA este patamar é quase cinco vezes superior. Queremos ajudar a mudar este quadro, pois acreditamos que existe um grande espaço a explorar, já que o varejista sempre precisa de tecnologia adicional para ganhar mais eficiência e não apenas não perder vendas, mas principalmente para incrementá-las.

E de que forma a empresa atua no sentido de mostrar a importância da tecnologia para o setor?
Tentamos mostrar que a Linx conta com soluções customizadas em software e serviços que atendem a todo o ciclo de negócio do varejista, independentemente de sua vertical. Nestes tempos de desafios e incertezas é primordial que o varejista se estruture para se destacar no mercado. O varejo precisa, além de reduzir custos, ser mais competitivo, melhorar a produtividade e a sua eficiência. A tecnologia possui um papel fundamental no alcance destes objetivos.

Como a empresa avalia o momento pelo qual o Brasil e o varejo passam? De que forma esse momento interfere nos negócios da companhia?
A despeito da crise econômica, o mercado brasileiro de softwares para o varejo tem mantido sua trajetória de crescimento. A estratégia bem sucedida da Linx de integração de todas as aquisições e de confecção de um portfólio one stop shop, somada a um modelo de venda de software por manutenção mensal, que garante previsibilidade e rentabilidade ao resultado, tem garantido bons resultados para a empresa.

Quais as novidades em termos de produtos e serviços?
Se por um lado o agravamento da crise impõe desafios aos varejistas, também impulsiona transformações tecnológicas e acelera a materialização de tendências no setor, como a implantação de plataformas Omni Channel, que promovem a integração total dos diferentes canais, físico ou on-line, de contato e venda ao consumidor. Cada vez mais a Linx oferece soluções que fazem com que nossos clientes entendam seus consumidores e tornem a experiência de compra única e personalizada.

Quais as principais estratégias para 2016?
Vamos continuar avaliando novas oportunidades estratégicas de aquisição para a expansão do negócio por verticais, geografias e tecnologias; ampliar o faturamento nos clientes atuais e futuros aproveitando a expansão orgânica do próprio varejo, com, por exemplo, abertura de novas lojas. Vamos intensificar também as chamadas ofertas cross, com penetração cada vez maior no varejo de soluções complementares aos softwares de ERP e POS, como soluções de mobilidade e e-commerce.

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